Relacionamentos

Texto recebido da amiga Analu de autoria de JRK

Todo o Ser Humano se relaciona para viver e para se sentir inserido na sociedade. A forma como vivenciamos esses relacionamentos mostra muito do que acreditamos.
A famosa frase: "Diga com quem andas, que te direi quem és", tem seu fundamento. Porém prefiro acreditar que a forma com que você se relaciona com os outros demonstra exatamente o modo como você se trata e se relaciona com você mesmo. Isto muitas vezes é inconsciente. Concentre-se em perceber as pessoas como se fossem você, para que possa perceber como você as trata, é o modo como você se trata.
Existem pessoas que parecem ser as vítimas do mundo. Não se relacionam bem com vizinhos, parentes, filhos, colegas de trabalho e assim por diante. Não se relacionam bem nem com elas mesmas. Como um ser humano poderá se relacionar bem com seu irmão ou irmã, se sua auto-estima é tão baixa, que acaba gerando síndromes de vitima, de coitadinha. Tudo começa no nosso EU. Tratemos de curar a baixa auto-estima, sabendo que somos filhos dignos de Deus, que Ele ama a todos os seus filhos de igual forma, não importa se são ricos ou pobres, mestres ascensionados ou meros caminhantes do caminho probatório, pois para Deus todos somos parte Dele. Não há como uma parte da luz ser mais predileta do que outra.
Quando você avalia o relacionamento com você e muda a forma de se apoiar, automaticamente, as pessoas ao seu redor, também te tratarão de forma mais amorosa e educada.
Quantas mães batem em seus filhos com uma agressividade que é reflexo de raiva interna dela própria? pois, muitas vezes, o motivo de bater nos filhos nem foi tão grave assim. Ela externaliza sua frustração de forma inconsciente, já que ela está se agredindo internamente e acaba gerando relacionamentos agressivos.
Pessoas que se sentem vítimas da vida, arrumam carrascos para se relacionar. Pais que vivem a vida de seus filhos, tornam o relacionamento insustentável pois estão fugindo de viver a própria vida.
Estes exemplos citados acima são apenas alguns dos reflexos da nossa constante falta de apoio próprio, da nossa agressão conosco, da cobrança que exercemos de nós mesmos diariamente para sermos aprovados pelos outros.
Aprove a si mesmo. Não busque aprovação externa! Seja você mesmo(a)!
Colocamos nossa máscara, achando que assim seremos aceitos pela sociedade na qual convivemos e não percebemos o quanto estamos nos violentando, mostrando ser o que, na realidade, não somos.
Você já percebeu que quando a pessoa é espontânea ela fica mais simpática, gostosa de conversar e agradável? Você já notou que essas pessoas são aceitas no meio em que vivem, de acordo com o que elas realmente são?
Se relacionar é se auto-conhecer. É perceber que cada atitude sua ou cada resposta num bate-papo acrescenta na sua evolução, pois você está inteiro e íntegro. A vida fica mais real e mais construtiva.
Agora, quando nos fechamos aos relacionamento com medo de o outro nos enxergar como somos, existem duas coisas a serem analisadas: auto-estima, auto-aceitação e orgulho.
Pessoas com auto-estima baixa não se aceitam do jeito que são, pois vivem uma briga interna de acharem que deveriam ser de um jeito e são de outro. Não se aceitam, porque não aceitam o fato de que somos todos diferentes e querem se colocar no padrão da maioria. Ainda bem que não somos iguais e VIVA aqueles que assumem esta postura, pois são pessoas ricas que acrescentam muito para a Humanidade.
Pessoas com baixa auto-estima vivem comparando-se permanentemente com um modelo dito "superior". O modelo que a sociedade impôs como supostamente "correto" . Ser rico, esperto, inteligente, ter um carro do ano, ser bonito, ter um emprego estável, etc. Mas não existe superior ou inferior. Estes são valores pessoais, estes mencionados, então, são valores impostos pela sociedade.
Lembre-se que a sociedade foi feita para servir ao homem e não o contrário! Portanto, não se compare com modelos que não são seus. Centralize-se e viva sua identidade, e não a da sociedade.
Muitas vezes, também, a pessoa com baixa auto-estima, geralmente o é por causa que não aceita o seu corpo, e vive se comparando aos outros. A sociedade de hoje impôs valores estéticos de beleza, que fazem com quem não é daquele jeito, com busto grande, cintura fina, alta, magra, ou dentro do peso ideal, acabe gerando conflitos internos pessoais com seu corpo. Não é a toa que o número de lipo-aspirações e cirurgias aumentou muito nos últimos anos, principalmente entre as mulheres.
Ai está novamente a questão da auto-estima e do controle pessoal, do poder, da força pessoal. As pessoas são facilmente susceptíveis a induções e influencias da sociedade, porque não estão centradas em si mesmas, não tem poder pessoal, e muito menos uma boa auto-estima.
Aceitar-se do jeito que é, é aceitar sua identidade. Não viva a identidade de outras pessoas. Seja você próprio(a)!
Existem também as pessoas orgulhosas que, para demonstrarem sempre a perfeição, se relacionam superficialmente não deixando ninguém saber muito a respeito dela. Não deixam também de serem vitimas delas mesmas, pois vivem numa bolha, e que a causa principal e secreta disto tudo é o medo. Medo de se relacionar. Medo de se expor. Medo do que vão pensar dela. Tudo isto mascarado sob a forma do orgulho.
Como disse anteriormente, os relacionamentos demonstram a forma como você se relaciona com você mesmo. Portanto, é uma excelente ferramenta de análise. Perceba se os seus relacionamentos são superficiais, agressivos, por interesse ou possessivos e faça uma analogia com a sua forma de lidar com você.
Entenda que se relacionar é trocar carinho, informação, ajuda e, principalmente, é uma forma de você se sentir participante e contribuir para a evolução do mundo.
Ser submisso é ser ausente. Ser submisso é negar a responsabilidade que todos nós temos em discutir, no bom sentido, e revolucionar conceitos sempre no intuito de melhorar o ser humano.
Quem não se relaciona de forma íntegra, não troca, não muda e não acrescenta. Omissão é aceitação. Muitas vezes, dizemos estar em paz ou preferimos nos omitir, pois temos medo.
Não tenha medo de ser o que você é e, quanto mais você for verdadeiro com você mesmo, mais relacionamentos verdadeiros você irá atrair. E ai você começará a perceber que suas antigas amizades, eram em sua maioria, senão, todas, artificiais, mentirosas, hipócritas e interesseiras. Seus relacionamentos fazem parte do tipo de mascara que você quer usar.
Tem pessoas que tem centenas de "amigos", mas todos são fruto de relacionamentos conforme o fim, ou conforme a mascara que se está usando. É preferível, talvez, ter poucos amigos, amigos de relacionamentos verdadeiros, sem mascaras, do que muitos. Pois quantidade não substitui qualidade. Pelo menos não neste caso! Mas se você, por acaso, não conseguir possuir bons amigos ou alguma amizade verdadeira, veja o lado bom, você estará sendo seu próprio amigo.
É preferível ser seu próprio amigo, e não ter nenhum amigo, do que ter vários "amigos" e ser inimigo de si mesmo.
Desenvolva a arte de se relacionar consigo mesmo para que seus relacionamentos exteriores, com as pessoas, seja o mais sadio e prospero possível.